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Numa escola em que leciono a professora de “Projeto de Vida” utilizou o livro “Malala e o lápis mágico” da autora Malala Yousafzai em uma atividade denominada “Educar para uma cultura da paz” com estudantes. A parte final da tarefa questionava o estudante sobre o que ele faria se tivesse um lápis mágico e o pedia para ilustrar a resposta com um desenho que faria parte de uma exposição escolar. A resposta de dois estudantes foi uma descrição detalhada de atos violentos. Nos meus percursos curriculares cotidianos procuro ter uma visão teórica das expressões de violência nas escolas onde leciono. Percebendo o ódio como prática social de anticoesão (SUSSEKIND; PIMENTA; FERREIRA, 2020, p.20) e dialogando com Maske (2022) e seus currículos favelados, abordo o cotidiano como uma escolha teórico metodológica que possibilita enredar experiências de docência e criações cotidianas com os pares que partilham o ambiente escolar. Dialogo com os conceitos de reformas malévolas (SUSSEKIND, 2019), necropolítica (MBEMBE, 2016) e atitude blasè (SIMMEL, 1902), buscando pensar a seguinte questão: encarar situações de violência verbal com um viés teórico é ser insensível e não dar a devida importância a essas expressões? Palavras chave: Violência, currículo, reformas, cotidiano, necropolítica.
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