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O presente painel articula três pesquisas de diferentes instituições brasileiras, situadas em São Paulo, Minas Gerais e Bahia, cujos estudos envolvem as infâncias e as crianças, abordando Educação, docência e desigualdades em contexto pandêmico, oriundo da pandemia de COVID-19 A proposta reconhece o agravamento da pobreza das condições materiais de vida de vários grupos sociais diante da pandemia, compreendendo diferenças e desigualdades que marcam as infâncias e envolvem conjunturas econômicas, sociais, educativas e culturais, comprometendo direta e indiretamente a vida das crianças e atingindo, consequentemente, o conjunto de direitos dos quais elas são sujeitos. Tendo essa compreensão como eixo, destacamos os três estudos em pauta, sendo que no trabalho “Contornos das Desigualdades na Educação Infantil, no Contexto da Pandemia”, trazemos a discussão de como o isolamento social e o fechamento das unidades educativas, creches e pré-escolas, expuseram o papel desempenhado pelas instituições de educação infantil, que vai além do caráter educacional, funcionando também como equipamento social. No segundo resumo, intitulado “Infância e pandemia: exercícios de escuta das crianças”, a voz das crianças constitui-se no principal elemento gerador de dados, reconhecendo e reforçando seu lugar como atores sociais competentes, que elaboram o vivido e constroem narrativas, o que permitiu visibilizar o impacto das desigualdades brasileiras na experiência dos sujeitos. Apesar da escuta ser realizada com crianças mais velhas, insistimos no movimento de interface que abarca a existência das crianças, que estão inseridas num mundo concreto, em que marcadores sociais (gênero, etnia, raça, classe, idade) se fazem presentes e contribuem com a compreensão de seus contextos específicos. Por sua vez, o texto “Crianças, famílias, docentes e pandemia”, realizada em 2020, em treze estados brasileiros, promoveu uma 1/16 reflexão sobre as experiências de profissionais da Educação Infantil no contexto pandêmico, tendo como foco compreender, na perspectiva deles, como as crianças e as famílias reagiram às atividades propostas pelos docentes nos primeiros meses da pandemia. A partir dos estudos, entendemos desigualdades como fator impactante na vida das crianças, principalmente na vida das mais pobres, negras e que habitam periferias. A pandemia potencializou essa constatação, em que há reverberações no trabalho pedagógico, na formação docente, na situação social das famílias, nas experiências infantis, na Educação e na ressignificação social do papel da escola da infância, exigindo reordenamento de ações em favor da vida, atreladas à proposição de políticas públicas que possam colaborar com uma sociedade mais equânime para todas as pessoas, desde bebês. Palavras-Chave: Infâncias; Pandemia de COVID-19; Desigualdades, Docência, Educação Infantil.
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