FANTASIAS JUVENIS COMO LINHAS DE RESISTÊNCIA

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Resumo

Resumo: Apresentamos os resultados de uma pesquisa sobre experiências literárias de jovens que convivem em comunidades digitais de fãs (fandoms), conhecidos como otakus, admiradores de conteúdos culturais do Japão, e kapopeiros, apreciadores do k-pop, produções da Coreia do Sul. Nosso objetivo foi investigar os modos de consumo e criação de ficções amadoras por conterem práticas textuais diferentes da leitura solitária e da escrita competitiva adotadas em muitas escolas brasileiras. Amparadas pela cartografia de Deleuze e Guattari, adentramos territórios de fãs e nos deparamos com a ludicidade agenciando aprendizagens em coautoria, em que nelas prevalecem relações equivalentes de poder e o vislumbre de um posicionamento ético coletivo que pode ser resumido pela expressão - eu posso e você também. Concluímos que esses processos de criatividade compartilhada são linhas de fuga para a curiosidade e o inusitado, fatores que compelem à busca por mais conhecimentos e, no campo da educação, possíveis de romper com concepções que percebem o jovem como um vir a ser adulto, para as quais não cabe o trabalho pedagógico com a fantasia durante a aprendizagem da juventude. Palavras-chave: cartografia, juventude, aprendizagem informal

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Instituições
  • 1 UnB - Universidade de Brasília
Eixo Temático
  • GE Cotidianos - éticas, estéticas e políticas