Educar para viver em plenitude

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Resumo

Resumo O sistema mundo moderno colonial está gerando impasses globais, como os riscos iminentes de colapso ambiental, guerra nuclear e erosão das democracias. Simultaneamente, a crise da modernidade está sendo agudizada pelas lutas dos múltiplos movimentos populares, que estão promovendo a reexistência de seus modos de ser e de viver, constitutivos de sabedorias e relações de poder ancestrais. A tensão entre modernidade e ancestralidade problematiza as múltiplas fronteiras singulares que separam não somente corpos e raças, mas delimitam rupturas e trocas culturais nos espaços cognitivos, intelectuais, culturais, sociais, ecossistêmicos. Os povos originários – representados por movimentos indígenas, quilombolas, de povos tradicionais, entre tantos outros – rompem os estigmas e jugos coloniais, que os têm colocado na posição socialmente passiva, subalterna, marginal, e assumem o protagonismo na reconstrução do tecido social com base em princípios ancestrais de vida em plenitude. Ao se enunciar princípios ancestrais do Bem Viver, ou Vida em Plenitude, evidencia-se o problema constituído pela contradição emergente entre a modernidade e a ancestralidade, que se configuram na oposição entre a colonialidade e o Bem Viver. Neste contexto, podemos compreender as implicações do Bem Viver para ressignificar concepções de educação popular, como a que foi enunciada por Paulo Freire. Palavras Chaves: Educação, ancestralidade, Bem Viver, modernidade, colonialidade.

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Instituições
  • 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Eixo Temático
  • GT06 - Educação Popular