CRIANÇAS E INFÂNCIAS: EDUCAÇÃO E TEMPORALIDADE DOS COMEÇOS

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Resumo

Resumo: A pesquisa, de cunho fenomenológico, aproxima educação e filosofia com o objetivo de interrogar o tempo de estar sendo em uma infância para refletir a temporalidade dos começos na ação educativa com crianças. A crescente tendência de tornar a educação previsível e sem riscos, produção eficaz de determinadas habilidades e competências, exige eliminar da ação educativa a processualidade do tempo e a imprevisibilidade do agir das crianças no mundo. Para resistir, a escrita ensaia possibilidades da experiência de compartilhar rodas filosóficas com crianças do 1° ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal da rede pública de Pântano Grande/RS. Que outros tempos são possíveis habitar na educação de crianças? A filosofia como disponibilidade para pensar outros modos de estar sendo no mundo impulsiona uma escrita-ensaio em interlocução com Merleau-Ponty, Arendt, Agamben e Kohan. A distinção entre tempo cronológico e aiónico permite afirmar as crianças e as infâncias como enigmas inapreensíveis à objetividade científica e às projeções adultas em um tempo sequencial e cronometrado. O desafio educacional está em tensionar certezas para interrogar a alteridade do encontro com crianças e infâncias como experiência de linguagem na qual se é sendo em presença no instante dos começos que são inaugurados. Palavras-chave: Crianças, Infâncias, Experiência, Educação

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Instituições
  • 1 UNISC - Universidade de Santa Cruz do Sul
  • 2 UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
Eixo Temático
  • GT07 - Educação de Crianças de 0 a 6 anos