CONTRARREFORMAS EDUCACIONAIS E LUTA DE CLASSES NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA: A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EM DEBATE

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Resumo

RESUMO: O painel, de caráter teórico e bibliográfico, debate como a educação profissionalizante é um produto do capitalismo. Com base no marxismo clássico, argumentase que a escola profissionalizante é um ramo educativo criado pela dicotomia educacional capitalista. Essa dicotomia divide a formação escolar em dois distintos caminhos: o profissionalizante e o propedêutico. Ainda que esses dois ramos não sejam hermeticamente separados, a intenção que neles é guardada pretende manter duas formações distintas. Problematiza-se que ao reduzir e relegar a plano secundário conhecimentos científicos, tecnológicos, humanísticos e ético-políticos, que são conteúdos fundamentais para a formação das juventudes, a contrarreforma do Ensino Médio, em implantação, expressa demandas do capitalismo em sua versão neoliberal brasileira e latino-americana; ou seja, da inserção subalterna e dependente dos países de capitalismo precário no cenário internacional do trabalho. A escola de Ensino Médio e a educação para a profissionalização, para atender tal cenário, passa por profundas transformações. Desde os anos 1970, o trabalho precário, o flexibilizado e o uberizado, dentre tantas outras novas formas de acumulação capitalista, passaram a ser tomadas pela administração empresarial como modo de caracterizar as mudanças ocorridas no âmbito do emprego/desemprego. No território latino americano, assiste-se a um forte, potente e conservador processo de contrarreforma. As escolas públicas, como já se sabe, abrigam os jovens da classe trabalhadora, que são a grande maioria da população a frequentar o ensino publico, sobretudo o noturno. Com as constantes contrarreformulações, esses estudantes são os mais prejudicados, uma vez que tais medidas significam aumento da precarização das redes de ensino públicas. De modo recorrente, como já verificado em reformas educacionais anteriores, as escolas da rede privada preservam seus currículos e escapam do reducionismo. O resultado é que a dicotomia educativa, com base nas constantes reformulações, acirra-se. O Painel sustenta que esse panorama expressa de modo bem delineado a luta de classes por meio da política educacional. O presente Painel, portanto, baseado no cenário de reformulação capitalista do trabalho no Brasil e na América Latina, pretende iluminar a relação existente entre o Ensino Médio e a educação profissional da juventude trabalhadora. Palavras chave: Educação profissional e ensino médio; Luta de classes; Brasil e América Latina; Dualidade e dicotomia educativa; Crise estrutural do capital e contrarreforma

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Instituições
  • 1 UECE - Universidade Estadual do Ceará
  • 2 UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
  • 3 FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS - UNESP
Eixo Temático
  • Painel Temático