Esta pesquisa intitulada Encruzilhada Junina é resultado do processo da investigação em que há uma relação do pesquisador, implicado diretamente com o objeto. Um estudo sobre a espetacularidade, Bião (2007), e o fazer junino diaspórico, Hall (2003), na Quadrilha Junina Capelinha do Forró. Sobre os cruzamentos das africanidades e a manifestação da junina na Cidade de Salvador - BA. A interpretação que se lança sobre a experiência dos grupos quadrilheiros em sua dimensão cultural e em seu caráter de grupo social, ancestral e identitário que se constrói nos territórios a partir das ações dos próprios atores sociais que compõem o meio em que estão inseridos. Essa busca vem sendo desenvolvida no processo do curso de doutorado em Dança no Programa de Pós- Graduação em Dança da Universidade Federal da Bahia/UFBA e teve início no ano de 2022, tem o interesse na problematização dos fenômenos que contribuem e interferem no desenvolvimento contínuo do fazer artístico diaspórico do movimento quadrilheiro, tendo a realidade da comunidade como mote de criação e enunciação política e produção da cultura popular a partir da etnocenologia, Bião (2009) como método de pesquisa e com os conceitos da quadrilha junina, Castro (2012), identidade e ancestralidade de Macedo (2001), a noção do saber corporal a partir de Exu e suas encruzilhadas, Rufino (2013) e os conceitos de decolonialidade e afro-diaspóricas sob a luz dos estudos de Stuart Hall (2003).