O presente relato de experiência é a descrição das vivências que foram realizadas no componente curricular do Corpo e Ambiente pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) em 2020. Amarrados com um conhecimento ancestral da minha própria história, trago uma análise de movimento que envolve o Corpo e Ambiente, Ancestralidade e Dança, na minha interação com o meio ambiente. Perante a isso, ocorre entrelacos nestes campos de conhecimento conjunto aos dogmas ancestrais que se plantam a partir das minhas vivências no candomblé. Esta crença vincula intensos afazeres conjuntos à natureza, contribuindo assim, na minha jornada dentro da graduação em licenciatura em Dança. Através de reflexões sobre os movimentos dos arquétipos de Orixás (SABINO e LODY, 2021) reflito sobre a construção nas suas dinâmicas na natureza. Me conecto de pronto com Oxum, com seu domínio sob rio, com Xangô nas pedreiras, Oxóssi e Qssãe na mata e sobretudo, com Obaluaê, senhor com domínio sob a terra. Relato que na relação entre os arquétipos dos Orixás e dos fatores de movimento propostos por Laban (1978), o corpo tece linguagens de movimentos em comunhão na natureza durante as expedições no meio natural. Trago mediante as propostas de imersão, a ativação de arquivos memoriais e heranças hereditárias ancestrais (SANTOS, 2021) onde na proposta se dialoga no ato de dançar.
Palavras-chave: DANÇA. ANCESTRALIDADE. ORIXÁS. CORPOAMBIENTE