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Historicamente, as danças de salão foram difundidas através dos ambientes sociais, como bailes e outras práticas dançantes. Não foi trabalhada uma perspectiva artística cênica para estas danças que fossem estruturadas a partir de questionamentos e inquietações. Quando eram levadas para o palco, rotineiramente apresentavam o famoso “copia e cola” de passos de danças de salão, direcionado muito mais para uma mostra de movimentos do que de um intuito de questionar o que se estava sendo feito. O Coletivo Casa 4, estruturado na cidade de Salvador, reuniu quatro amigos gays, profissionais de dança e com experiências em danças de salão para montagem de espetáculos a partir de suas inquietações e micro violências vividas nos ambientes de danças de salão. Ambientes estes que exalam questões sociais de classe, raça, gênero e outras mais. As propostas trazidas pelo Casa 4, tensionam justamente estas questões que estão sendo constantemente discutidas como identidade de gênero, machismo, heteronormatividade, racismo, sexismo, homofobia e, como resultado, as relações de poder que são comportamentos que se sustentam nos espaços onde as Danças de Salão acontecem. Com isso, o intuito desta escrita é relatar as experiências artístico-criativas do coletivo no cenário das Danças de Salão e os impactos que elas trouxeram e ainda trazem em suas obras que quebram as perspectivas tradicionais existentes nestas danças. Hoje, o Coletivo Casa 4 é referência em criações cênicas e processos criativos dentro das Danças de Salão no Brasil, e pretende integrar o cenário acadêmico através de escritas sobre o momento revolucionário que vem tomando o cenário destas danças.
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