Do rebuliço ao passo: as múltiplas possibilidades do corpo

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Comitê Temático - Apresentação de Relato de Experiência
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Resumo

Compartilho vivências reverberadas da implementação do Novo Ensino Médio que é uma reforma na grade curricular que possibilitou a disciplina na referida escola. A proposta foi desconstruir ideias de Dança comuns entre alguns garotos de 12 a 19 anos estudantes da primeira série desse nível de ensino, que resistiam ao convite para a aula de Dança. Logo, percebi que tinham tal posicionamento porque temiam o “saber dançar”. Acreditavam que o movimento dançado, nem sempre ligado às convenções do corpo masculino, afetaria suas masculinidades. Com isso, não os convidei para dançar, mas estrategicamente para nos divertirmos com alguns jogos, desafios. As “brincadeiras”, buscavam experimentar suas singularidades corporais sem que houvesse a percepção imediata, de que estavam dançando. Assim, ao executar os comandos demonstravam o quanto seus movimentos (saltos, giros, deslocamentos) eram potentes e como seus corpos ali, dançavam. Aos poucos, esses experimentos foram transformados em células coreográficas e cenas prontas, apresentadas numa mostra que envolveu e despertou também outros estudantes a se permitirem experimentar à Dança. Para além da ressignificação desses olhares sobre corpo e masculinidade – corpo que pode ou não dançar, a disciplina contribuiu para que os estudantes se percebessem como corpos possíveis para a Dança. E aquele “rebuliço” no espaço da escola pudesse também ser dispositivo para a criação em Dança.

Referências
CAMPOS, Lorraine Vilela. Novo Ensino Médio: entenda a reforma; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/educacao/novo-ensino-medio-entenda-refor.... Acesso em 09 de abril de 2021.

Instituições
  • 1 Universidade Federal da Bahia
Eixo Temático
  • Relatos de experiência
Palavras-chave
Dança
Escola
corpo