Dança, raça, gênero e beleza: o feminismo negro como empoderador de corpos

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Comitê Temático - Apresentação de Relato de Experiência
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Resumo

Com estereótipos de beleza ainda muito evidentes nos veículos de comunicação, culminando na rejeição de fenótipos que diferem do padrão eurocêntrico, a demonstração artística partilha o reverberar de oficinas de dança realizadas em uma unidade feminina de Centro de Socioeducação, na cidade do Rio de Janeiro, com um público majoritariamente não branco, à luz do termo empoderamento – em português usado pela primeira vez pelo educador, pedagogo e filósofo brasileiro, Paulo Freire – e de estudos acerca do feminismo negro, que visa a equidade entre as mulheres, com ênfase ao discurso do quanto mulheres negras têm sido preteridas nos movimentos feministas ao longo da história. “(...) um público que é exposto, frequentemente, a determinadas imagens, por exemplo, teria mais probabilidade de encontrar relações de semelhança com este conteúdo (...)” (GÉNOT, 2018, p. 128). Desse modo, foram realizados debates que contestavam toda uma estrutura social pautada em distinção de raça e gênero, tendo na dança os principais questionamentos quanto ao racismo e machismo presentes em diversos patamares do convívio entre indivíduos. Emergem na pesquisa descobertas dançantes que enfrentam a negação de diversos direitos, dentre eles, o de ser bela, e o permanente incômodo com o uso do termo "negra linda", ao invés de apenas "mulher linda".

Referências:
FREITAS, Ana. A origem do conceito de empoderamento, a palavra da vez. Nexo,
06 de out. de 2016. Disponível em <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/10/06/A-origem-do-conceito-de-
empoderamento-a-palavra-da-vez> Acesso em: 11 abr. 2021.
GÉNOT, Luana. Sim à igualdade racial. Rio de Janeiro: Pallas, 2018.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro
Eixo Temático
  • Relatos de experiência
Palavras-chave
Dança
mulher
negra