Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Este artigo analisa o espetáculo "Cão sem plumas" (2017) da companhia brasileira de dança contemporânea Déborah Colker. O espetáculo foi concebido a partir do poema homônimo de João Cabral de Melo Neto. No transcorrer da cena, um filme feito pela Cia de dança, às margens do rio Capibaribe, é exibido em contraste com a movimentação corporal dos bailarinos. No poema, a imagem de cidade (Recife) vista pela lente desse rio, o qual é descrito metaforicamente como um cão de rua, descuidado e sem plumas. Com base nos conceitos postulados pelo filósofo Jaques Ranciere em "A partilha do sensível", busca-se problematizar o modo como os corpos dançantes, se constituem enquanto "corpos políticos" haja vista que o tema retratado é o descaso com o rio, o seu assoreamento e a condição de miserabilidade dos moradores ribeirinhos. Intenciona-se analisar o corpo enquanto modo/meio de (re)escrita da poesia, por meio da dança.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo