CORPO, MOVIMENTO E SENSORIALIDADE: A CRIAÇÃO DE QUASE-PERFORMANCES NA INTERFACE DANÇA/SAÚDE COM PESSOAS AUTISTAS

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Resumo

Compreendendo que não há nada errado em performar a vida como os autistas fazem e apostando nos autismos como outros modos de existir, Corpo, movimento e sensorialidade se propõe pensar a criação de modos de cuidado que respeitem as necessidades desses corpos e que incorporem suas diferenças. Buscando criar experiências que viabilizem a exploração do corpo em seu aspecto orgânico e sensível, nos utilizamos da dança em diálogo com obras de Lygia Clark para mobilizar a subjetividade, produzir alegria e ativar as potências desses corpos. Nessa interface dança/saúde surgem na cena terapêutica as quase-performances, acontecimentos que sustentam os silêncios e contatos necessários para ativar outros estados de corpo. Não há a produção de uma obra, mas há a criação de um estado performativo. Apostamos nesses estados e em suas reverberações como possibilidade desses corpos autistas sustentarem sua sensibilidade e descobrirem outras formas para dar conta de sua existência.

Eixo Temático
  • Dança em Múltiplos Contextos Educacionais: práticas sensíveis de movimento
Palavras-chave
Autismos. Dança. Lygia Clark. Quase-performance