CAMINHOS PARA UMA DANÇA E CORPOREIDADES DE AXÉ.

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Trabalho
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Resumo

Este projeto de pesquisa pretende estudar as relações intercorporais do artista brincante e do artista cênico a partir da vivência com a personagem rainha Jinga (Nzinga), presente em expressões de tradições populares e transpostos para a cena teatral, percebendo a influência do Axé (energia) no trabalho de composição criativa desses artistas. Pretende-se confrontar diferentes culturas da cena com a perspectiva de refletir sobre o Axé do artista cênico e suas operações. Desse modo, estar-se-á refletindo, a partir de folguedos e danças dramáticas de matrizes africanas sobre culturas e povos colonizados em nosso processo de construção social, a partir de um pensamento decolonial. Pretende-se também, construir um corpo como o elemento de construção da narrativa cênica para uma cena que propõe estéticas afrocentradas. Tradições populares como Congadas, Moçambiques, Capoeira e Maracatus que contém a presença da rainha Nzinga (ou de rainhas negras) em sua estrutura cênica, serão condutoras das descobertas de Axés para o corpo do artista em cena.

Eixo Temático
  • Dança e Diáspora Negra: poéticas políticas, modos de saber e epistemesoutras
Palavras-chave
Axé (Energia). Artista da cena. Intercorporeidade. Tradição popular. Negritude