Ensaio hipercoreográfico: improvisação, composição e escritas do/no corpo

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Resumo

Como se organizam movimentos significantes na dança? Que sentidos os movimentos de dança carregam e como ler a dança quando essa se afasta cada vez mais de uma perspectiva figurativa e representacional? Esse ensaio pretende analisar lógicas de criação e composição em dança à luz de teorias da linguagem. A partir de um viés pragmático da filosofia da linguagem, pautado na teoria dos Atos de Fala de Austin (1990) em diálogo com as os estudos coreológicos de Marques (2010) e a metáfora do hipertexto em Lévy (2006), propõe-se um enquadramento teórico possível para analisar as tessituras significantes da dança, sobretudo aquelas desenvolvidas a partir da improvisação e da composição em tempo real. A partir da articulação teórica proposta, percebe-se que para compreender a cadeia significante de uma dança é preciso perceber os contextos da sua criação/composição/exposição e conceber a linguagem da dança como uma linguagem em ação.

Eixo Temático
  • Comitê Dança em Configurações Estéticas
Palavras-chave
Linguagem da dança Improvisação Composição