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O trabalho coloca em questão a existência da liberdade, sugerida pela contemporaneidade, de desestabilizar o corpo e as suas organizações. Interessa-nos pensar um corpo de possibilidades, um corpo que cria, em si, potências. Trazemos a discussão de que a contemporaneidade nos remete à performatividade e que a performatividade em dança se baseia no fazer-dizer do corpo. O corpo cria sua própria linguagem e tem a liberdade de falar de si mesmo pela própria linguagem que cria. Relacionamos o fazer-dizer do corpo com uma necessidade contemporânea de desierarquizar o corpo e tê-lo como um todo, desorganizado e reconfigurado. Analisamos duas performances, uma brasileira e uma europeia, onde os performers sugerem outras concepções de corpo, revestindo o corpo de subjetividades e lhe sugerindo outras estruturas e outros significados. Abordamos, brevemente, a teoria do corpo sem órgãos e a relacionamos com o corpo total. Baseamos-nos na desestabilização.
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