E SE NÃO HOUVESSE ALMA NA DANÇA?

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Trabalho
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Resumo

Por muito tempo o dançarino era entendido como detentor de alma e corpo físico. Essa visão dualista de corpo na dança foi embasada por autores como Santo Agostinho e René Descartes. Na dança é possível ver interferências desse entendimento, com dançarinos que discutem a expressividade em oposição à técnica (MONTEIRO, 2006 ROPA, 2014). Ao lidar com o transcendente, o dualismo gera problemas para uma arte que quer ser reconhecida como forma de conhecimento. Assim, interessa apresentar nesse artigo as implicações em entender o corpo que dança de maneira fragmentada, ao usar termos como alma, espírito, essência, corpo físico. Atualmente, no campo da dança, muito se discute a partir da teoria Corpomídia (KATZ & GREINER, 2005) e parece fundamental esclarecer que há incompatibilidades entre essa teoria e os dualismos. O objetivo é ampliar a discussão sobre o corpo e repensar representações e metáforas que afetam a produção de discursos sobre dança.

Eixo Temático
  • Comitê Dança em Configurações Estéticas
Palavras-chave
Dança. Corpo. Alma. Corpomídia