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Este texto busca, por meio de um olhar estético-filosófico enxergar as manifestações além da mera descrição. A Congada foi à dança analisada, com a intenção de investigar as relações simbólicas por meio do conhecimento sensível proposto pelo pensador francês Michel Maffesoli, buscando entender as mudanças que se apresentaram no corpo do congadeiro e as projeções estéticas que dialogam com essas transformações. Por meio do mito de origem da Congada indagamos a função do mito no processo de construção desta dança dramática. A compreensão estético-filosófica do mito, quer seja em Maffesoli (2001), Mircea Eliade (1972) ou Nietzsche (2003) levou-nos a enumerar potências que nos mostram quanto o mito pode produzir profícuos diálogos com as danças dramáticas. Essas potências se configuram, essencialmente, como elementos de uma estética dionisíaca, de uma experiência imediata com a vida e uma teatralidade das máscaras.
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