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A tendência à autovalidação, presente nos discursos produzidos por alguns artistas da dança acerca de suas produções, apresentam traços "patológicos", ou seja, nota-se uma total ausência de construção da memória de longo prazo. Infelizmente, isto estabelece um contexto conceitual que aloca a dança na indesejável condição de reprodutora de conhecimento. A falta de ciência das questões surgidas, durante a evolução de sua história, impede que ocorram relações de continuidade, atualização ou desconstrução das hipóteses apresentadas, muitas vezes, a mais de três séculos. Colocar o que se produz em relação ao que já foi produzido deveria ser adotado como premissa quando o assunto é a produção de conhecimento. Por esta razão, esta reflexão se propõe a atualizar alguns enunciados, para então, dimensionarmos o quanto caminhamos com os nossos entendimentos, caso tenhamos caminhado.
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