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Este artigo apresenta algumas considerações a cerca da dança-improvisação e se ampara nos neurocientistas António Damásio e Rodolfo Llinás como possibilidade de compreender alguns fenômenos que ocorrem com o dançarino-criador na composição improvisada em dança. A tentativa de responder o que e como me movo quando improviso em tempo real desencadeou outra questão crucial nesse estudo: como os sentidos se tecem durante uma composição improvisada em dança a partir de uma perspectiva da ação do fazer? Para tanto foi necessário pesquisar sobre como o dançarino-criador se percebe implicado nela. Ou seja, como ele pode observar e perceber estas ocorrências em si mesmo enquanto dança improvisando. Recorremos à definição e fundamentação de conceitos como predição, consciência, memória, percepção e estados corporais. Em seguida, apresentaremos a Teoria do Corpomídia que traz o entendimento de qual corpo estamos tratando, assim como a noção de dança como pensamento do corpo, para também localizar sob qual perspectiva entendemos esta dança e, assim, demonstrar porque julgamos importante que o dançarino esteja ciente de operações que ocorrem consigo e, sem dúvida, esteja ciente de que sua apreensão de si e do mundo não é total.
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