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Esse artigo trata de entender as pinturas rupestres como informações de dança. Para isso, toma as pinturas rupestres do Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí- Nordeste-Brasil, entendendo-as como sistemas gráficos culturais criados a partir das relações corpo/ambiente, que indiciam a dança como necessidade do corpo, uma estratégia de permanência evolutiva. As pinturas sinalizam as relações efetuadas nesse ambiente anterior. São representações que abalizam a relação natureza/cultura. Encontramos na ideia de informação como um processo contínuo de sinais e na noção de permanência como evolução, continuidade, nexos de sentidos para apoiar a nossa proposição. Nesse sentido, a nossa hipótese é de que o corpo dança para permanecer informando sua ocorrência ao longo do tempo, replicando padrões como marcadores informativos da evolução. As pinturas nas pedras do Parque nacional Serra da Capivara são índices evolutivos do corpo que dança.
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