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Esse artigo propõe apontar questões referentes à criação em dança, partindo de uma experiência teórico/prática e de conceitos e modos de entender a dança/corpo abstraindo-se de um pensamento dualista e partindo de uma prática artística sob o viés co-evolutivo e de um entendimento de corpo como mídia de si mesmo, cuja teoria corpomídia, defendida pelas pesquisadoras brasileiras Helena Katz e Christine Greiner, entendem corpo não como um mero receptáculo onde se transporta a informação de um lugar para o outro, mas, segundo esta teoria, que toda e qualquer informação que entra em contato com o corpo, o modifica. Busca-se articular o olhar reflexivo da artista e pesquisadora em dança entrelaçando pressupostos que promovam diálogos e reflexões sobre a operacionalidade do corpo e a possibilidade de reconhecer as inúmeras contaminações resultantes de um exercício criativo em dança apresentando a hipótese de como arte e ciência dialogam simultaneamente. Autores como Fabiana Britto (2008), e Adriana Bittencourt Machado (2007) conduzem entendimentos e coerências partindo de pressupostos evolutivos darwinianos. Esse estudo apresenta ainda inferências pessoais, próprias de uma dançarina que entende arte como uma ação política cujo foco se encontra nas questões singulares e locais, relacionada ao ambiente/lugar em que atua enquanto profissional de dança. Diante desse pressuposto, durante o decorrer da pesquisa novas provocações foram surgindo em diálogo com a idéia principal que é a vulnerabilidade social no qual os jovens moradores de um bairro convivem e suas formas de atuação nesse contexto marcado por violência, e a atual realidade do professor em sala de aula.
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