A DANÇA E AS IMPLICAÇÕES DA MEMÓRIA INVOLUNTÁRIA

- 124146
Trabalho
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

O presente artigo visa trazer a tona questões relativas à dança e ao esquecimento, refletindo acerca de estados corporais que se instauram na deflagração da memória do corpo. Neste processo encontram-se implicadas a criação e a interpretação que admite temporalidades múltiplas. A partir de experimentações práticas que envolvem processos sensoriais como mote para a criação, pergunto como são acionados estes estados, e como as relações temporais e sensório motoras traçam novos caminhos para o intérprete em dança? Esta investigação está em curso no projeto de pesquisa com alunos do curso de Dança na Universidade Federal de Pernambuco, como um desdobramento de minha tese de doutoramento, na qual tenho como foco os processos de subjetivação em dança, a partir da investigação da constituição e manifestação da memória do corpo. A partir do entendimento de que a dança contemporânea de Laban por ativar e pesquisar relações com os esforços peso, tempo, espaço e fluxo, pode mobilizar uma memória fundamental inscrita no tecido conjuntivo, pergunto: seria possível pensar numa memória involuntária com mote propulsor para o processo de criação em dança?

Eixo Temático
  • Comitê Interfaces da Dança e Estados do Corpo
Palavras-chave
Memória involuntária
Processos sensoriais
Criação
Dança