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Neste artigo levantamos algumas transformações no processo coreográfico geradas pelos diálogos entre danças contemporâneas e ambientes de imagem digital. Segundo Johannes Birringer (2003) uma das tranformações é o fato destes diálogos provocarem coreógrafos e dançarinos a pensar em como compor visualmente a dança ao vivo. O que faz com que a dança deixe de ser pensada apenas como uma linguagem do movimento para ser pensada, também, como uma linguagem de imagens em movimento (PIMENTEL, 2008). Isto altera o corpo, sendo proposto por Ludmila Pimentel (2008) que o corpo que dança transforma-se em um corpo que cria imagens visuais animadas, um corpo-imagem. Coreógrafos passam a coreografar imagens, corpos-imagem. Outra transformação no processo coreográfico está nos estúdios, baseados em equipes e em relações de co-autoria, que combinam formação, desempenho e softwares para experimentação de procedimentos artísticos.
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