Dança, Estados Corporais e Dispositivos

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Resumo

Este artigo trata da hipótese de que, os dispositivos que se constituem como redes de informação e atuam como 'tecnologias disciplinares', interferem nos estados do corpo modificando-o e, portanto, influenciam a dança como forma de expressão. A partir de uma contextualização sobre onde os dispositivos atuam, realizaremos um breve levantamento histórico do entendimento de corpo e de dança na modernidade e pós-modernidade. Algumas questões norteiam o tema: De que forma os dispositivos operam nos estados do corpo e como estes são reordenados, reorganizados e transformados em dança? É possível subverter a ação destes ou é apenas possível compreender as modificações que eles imprimem no corpo? O aparente paradoxo entre, o entendimento do conceito de globalização como falta de controle de algo e a compreensão de dispositivo como um recurso que cerceia e controla, se constitui, de fato, em uma estratégia de atuação política para diminuir a sensação de afrouxamento das fronteiras que as redes de informação propiciam. O poder que é constituído é descentralizado, sem nome. Ainda que não se possa, por exemplo, controlar a circulação de informações na era da internet, os dispositivos atuam em rede e definem os modos como as pessoas se relacionam assim como, agem no controle da mobilidade dos corpos. Utilizarei para isso, o argumento de autores como Giorgio Agamben, Michel Foucault, Zygmunt Bauman, António Damásio, Helena Katz e Annie Suquet.

Eixo Temático
  • Comitê Interfaces da Dança e Estados do Corpo
Palavras-chave
Dança
Estados Corporais
Dispositivo
corpo
Pós-modernidade