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Resumo

INTRODUÇÃO: A Tuberculose ainda é um assunto que ainda causa desconforto nos dias atuais, tanto para população em geral quanto para PPL (população privada de liberdade), suas reflexões remetem à pobreza, isolamento, exclusão social, comportamento desregrado e amoral, além das péssimas condições de moradia. A população privada de liberdade representa um grupo de grande vulnerabilidade para o controle de doenças infectocontagiosas como a tuberculose (TB) e a AIDS. Embora a epidemia de HIV/AIDS e TB possa ser considerada cada uma isoladamente um risco significativo à saúde pública, o impacto da combinação dos dois agravos, indiscutivelmente, é muito maior na perspectiva da saúde coletiva. O objetivo desse estudo foi analisar a tendência temporal da coinfecção TB/AIDS na PPL no estado da Bahia no período de 2015 a 2018. MÉTODOS: Trata-se de um estudo ecológico de série temporal com abordagem quantitativa, utilizando o banco de dados da Superintendência de Proteção da Saúde (SUVISA) e o DATASUS do período de 2014 a 2018. Os dados foram coletados no mês de julho de 2018. A análise e processamento dos dados foram feitas a partir do Programa Microsoft Office Excel, versão 2013. RESULTADOS: No período proposto pelo estudo foram notificados 778 casos de coinfecção TB/AIDS na PPL, 703 casos do sexo masculino e 74 do sexo feminino. A raça/cor que mais apresentou casos foi à parda com 416 casos. Em relação à Sorologia do HIV, 72 pacientes apresentaram sorologia positiva e 226 não realizaram o exame. 31 pacientes fazem uso da terapia antirretroviral (TARV) e 706 são dados ignorados ou não preenchidos. DISCUSSÃO: Os dados mostram um predomínio do sexo masculino, a população masculina é a mais vulnerável e prevalente para coinfecção por TB e AIDS em PPL. Quanto ao uso de ARV, o observar-se um baixo percentual de indivíduos coinfectados em uso do tratamento medicamentoso poderia ser justificado pelo fato de que esses indivíduos que descobriram o diagnóstico de HIV recentemente e ainda não iniciaram o tratamento, além de possivelmente da dificuldade ao tratamento no sistema prisional. Uma situação que chama atenção é a escassez de dados referentes a essa população, e a subnotificação desses casos, fato esse que aponta limitações dos sistemas de informações e o incentivo a sua melhoria. CONCLUSÃO: Conhecer o perfil das populações vulneráveis, como a população privada de liberdade, possibilita que os programas e políticas de saúde alcancem esse grupo garantindo sua visibilidade, constituindo estratégias para planejar e implementar medidas de intervenção capazes de impactar positivamente na qualidade de vida dessas pessoas.

Eixo Temático
  • Trabalho Cientifico