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Escola Hospitalar: Utopia ou Realidade

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Com surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, um novo desafio foi colocado para as Secretarias de Educação (SME) – a escolarização da criança/adolescente hospitalizado. Esta garantia legítima de direito ainda não encontrou respaldo nas políticas elaboradas e aplicadas pelas SMEs. Esta situação se materializa pelo fato do foco de atenção das SMEs estarem egocentradas nas escolas, dificultando sua atuação sistêmica em outros espaços educativos que não o escolar. Justificativa: Quando as SMEs assumem o atendimento educacional hospitalar, realizam esta ação mediante convênio, que engessam o atendimento educativo, muitas vezes, por não conhecer a dinâmica deste espaço e não ter discutido sobre a função da ação educacional em um hospital. Sua realização e pautada em projeto, pois esta atuação é entendida como modalidade da Educação Especial, sendo compreendida como uma ação periférica aprisionada na burocracia administrativa–financeira que restringe, e muito, a autonomia deste espaço educativo. Este cenário sinaliza a necessidade de pensar estratégias que garantam a efetivação das ações educativas hospitalares de forma a superarem o olhar reducionista que, hoje, sustenta fragilmente as ações educacionais hospitalares.