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UTILIZAÇÃO DE CO-CULTIVO DE CONÍDIOS DE Trichophyton rubrum COM QUERATINÓCITOS HUMANOS HaCat PARA ESTUDAR A INTERAÇÃO PATÓGENO-HOSPEDEIRO.

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O dermatófito Trichophyton rubrum é considerado um dos maiores causadores de infecções fúngicas de pele, cabelos e unhas. Apesar de causarem infecções superficiais, estas podem se comportar de maneira invasiva em pacientes imunocomprometidos. O processo infeccioso ocorre através da excreção de endo e exo- nucleases que são moduladas pelo pH do hospedeiro. Essas proteases são responsáveis pela degradação de tecidos queratinizados em oligopeptídeos e aminoácidos, para obtenção das fontes de carbono, nitrogênio e enxofre necessários para a nutrição do fungo. O objetivo do presente trabalho foi mimetizar este processo infeccioso a partir do estabelecimento de um modelo in vitro de co-cultivo de T.rubrum com queratinócitos humanos avaliando seu desenvolvimento no intervalo de 24, 48 e 72 horas. Para o co-cultivo, células de queratinócitos humanos HaCat foram ajustadas para a concentração de 2x105cél/ml e incubadas em garrafas de 25cm2 com meio RPMI 5% SFB em estufa à 37ºC por 24 horas para aderência celular. Após este período, foi preparada uma solução de conídios à 1x107 conídios/ml da linhagem CBS 118892 de T.rubrum. Esta solução de conídios foi inoculada diretamente sobre as células previamente aderidas e o co- cultivo foi reincubado em meio RPMI 5% SFB em estufa à 37ºC por 24, 48 e 72 horas. Após os respectivos intervalos de tempo, foi feita a coloração dos co-cultivos com May- Grunwald e Giemsa para observação em microscópio e registro em câmara fotográfica para comprovar a infecção. A partir das imagens obtidas, conclui-se que em 48 horas há o maior desenvolvimento das hifas de T.rubrum e maior aderência deste na célula hospedeira. No período de 24 horas foi possível observar que as hifas encontram-se em processo de germinação não atingindo o máximo de seu desenvolvimento. Após 3 dias de incubação o fungo não está mais aderido às células sendo este tempo inviável para observar a interação entre patógeno-hospedeiro. Sendo assim, este modelo in vitro de co-cultivo se torna útil para a avaliação da interação que ocorre entre fungo e hospedeiro por até 48 horas podendo ser empregado em trabalhos que exijam análises moleculares para melhor compreensão de como ocorre esta interação entre T.rubrum e o hospedeiro em um processo infeccioso.