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RESISTÊNCIA AOS ANTIMICROBIANOS DE Acinetobacter baumanii ISOLADOS DE SECREÇÃO RESPIRATÓRIA DE PACIENTES DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA, DF.

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O gênero Acinetobacter compreende coco-bacilos Gram-negativos e não-fermentadores com
25 nomes de espécies validadas e 9 espécies genômicas. Embora Acinetobacter pitti e
Acinetobacter nosocomials estejam emergindo como importantes patógenos, Acinetobacter
baumanii sem dúvida, dentre as espécies, é a que apresenta a maior relevância clínica,
principalmente em ambientes hospitalares. A. baumannii tem uma habilidade notável de
acumular diferentes mecanismos de resistência, os quais juntamente com sua resistência inata
à dessecação contribuem para a sobrevivência e persistência da A. baumannii em meios com
pressão seletiva, fazendo desse micro-organismo um patógeno nosocomial impressionante.
Além disso, tem se tornado resistente a quase todos agentes antimicrobianos utilizados
comumente, incluindo aminoglicosídeos, quinolonas, e ao amplo espectro dos β- lactâmicos,
além do mais as cepas multirresistentes (MDR) e pan-resistentes estão sendo um problema
frequente em ambientes clínicos. Este estudo tem como objetivo avaliar a prevalência de A.
baumanii multirresistentes isoladas de secreções traqueais, ponta de cateter, biopsia ou
secreções da cavidade abdominal de pacientes do Hospital Universitário de Brasília
(HUB/UnB). Para esse estudo as amostras foram coletadas durante os meses de Junho de
2015 a Abril de 2016, as quais foram submetidas a identificação microbiana e análise de
antibiograma em VITEK-2 system para os seguintes antimicrobrianos: Ampicilina,
Ampicilina/sulbactam, Piperacilina/Tazobactam, Cefuroxima, Cefuroxima Axetil, Cefoxitina,
Ceftazidima, Ceftriaxona, Cefepima, Imipenem, Meropenem, Amicacina, Gentamicina,
Ciprofloxacina, Tigeciclina e Colistina. A porcentagem de resistência aos antimicrobianos foi
de 96,%, 27,4%, 70,5%, 92,1%, 74%, 82,3%, 80,3%, 82,3%, 70,5%, 72,5%, 1,9%, 1,9%,
56,8%, 90,1%, 5,8%, 1,9% respectivamente. 51 amostras foram identificadas como A.
baumanii. Dentre essas, 4% eram resistentes e 96% eram multirresistentes. As bactérias MDR
foram isoladas principalmente de Unidades de Terapia Intensiva Adulta (45%), e 55% delas
foram originadas do ambiente de convívio do paciente. Nossos resultados sugerem que A.
baumanii. multirresistentes isoladas em Brasília (DF) estão circulando tanto em pacientes
internos, como em pacientes externos, um cenário preocupante para a população local.