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RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA E À METAIS TÓXICOS EM Enterococcus sp. ISOLADOS DE CORPOS D’ÁGUA NA CIDADE DE APUCARANA – PR.

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As bactérias do gênero Enterococcus podem sobreviver em diversos ambientes. São reconhecidas como patógenos oportunistas para o homem, causando diversas infecções, inclusive levando ao óbito. Como o ambiente é um dos principais mantenedores e veiculadores destes microrganismos, o objetivo desse trabalho foi isolar e identificar isolados de Enterococcus provenientes de corpos d’água da cidade de Apucarana – PR bem como determinar a sensibilidade a antimicrobianos e a metais tóxicos. Os pontos de coleta foram o Córrego Jaboti, Lago Jaboti, Represa do Barreiro e Ribeirão Biguaçu, todos utilizados pela população para o lazer e agricultura. O isolamento foi realizado pela técnica de membrana filtrante, as quais foram transferidas para placas de Petri contendo meio KEA solidificado e incubadas a 37o C por 24 h. Os isolados foram submetidos a testes fenotípicos de identificação (coloração de Gram e produção de enzima catalase). A identificação genotípica ao nível de gênero e espécie foi realizada pela técnica de PCR. Para a determinação da suscetibilidade a antimicrobianos foi empregada a técnica de disco-difusão conforme estabelecido pelo CLSI (2014). A metodologia de Placa Gradiente foi estabelecida para verificar a resistência aos metais (Cobre, Chumbo e Zinco) seguindo as concentrações exigidas pela Resolução CONAMA 357/2005. Como resultado obtivemos 76 isolados (23,24%) que apresentaram características fenotípicas para Enterococcus sp. Desse total, 52,63% foram confirmados para gênero pelo emprego da PCR. A identificação para a espécie revelou 5% de E. faecium, 10% como E. gallinarum, 10% de E. casseliflavus/E. flavescens, 7,5% como E. seriolicida, 20% como E. italicus e 47,5% não foram identificados ao nível de espécie com os oligonucleotídeos que possuímos. Em relação à suscetibilidade antimicrobiana, obtivemos elevados índices de resistência a eritromicina (57,5%), penicilina (52,5%), teicoplanina (50,0%), e vancomicina (47,5%). Em relação à resistência a metais tóxicos foram obtidos que 90,6% dos isolados foram resistentes aos metais zinco e cobre e 98% foram resistentes ao chumbo. Os resultados revelam a forte presença de Enterococcus sp. em corpos d’água, os quais apresentaram resistência a uma ampla gama de antimicrobianos utilizados na terapêutica clínica e a metais tóxicos, o que pode acarretar prejuízos à saúde da população e à vida aquática.