RASTREAMENTO DE Staphylococcus aureus EM ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE DE UM LATICÍNIO
O leite é um alimento muito propenso para a multiplicação de microrganismos, em razão de ser altamente nutritivo. Os Staphylococcus spp., sobretudo a espécie Staphylococcus aureus, estão entre os principais contaminantes do leite, seja pela mastite bovina ou pelas falhas na higienização das superfícies em contato com o leite (equipamentos e manipulação humana). Pode também contaminar o efluente produzido pelo laticínio, colocando em risco o ambiente, visto que esse efluente será lançado a corpos hídricos circunvizinhos. Objetivou-se, no presente estudo, investigar a presença de Staphylococcus aureus no efluente produzido pelo beneficiamento de leite, em um laticínio no Estado do Paraná. Em recipientes estéreis foram coletadas amostras de cada etapa (calha Parshall, flotador, tanque de equalização, lagoa de aeração, tanque de decantação, lagoa facultativa) do tratamento do efluente, e amostras de superfícies (grade de inox e caixa de inox) em contato com o efluente, por meio de swabs estéreis embebidos com água peptonada 0,1%, perfazendo nove amostras. Após, foram realizadas diluições seriadas e plaqueadas em ágar Baird-Parker (BP) suplementado com gema de ovo 1:1 e telurito de potássio à 1%, meio seletivo para crescimento de Staphylococcus spp. Após 48 horas de incubação à 35oC, foram realizadas coloração de Gram, coagulase, catalase e DNAse para a identificação fenotípica dos isolados. Das amostras de efluentes (n=7) analisadas, 57% foram consideradas cocos Gram positivos, 60% foram catalase positivos, 100% coagulase positivas e 50% DNAse positiva. Dentre as amostras de superfície, apenas a da grade de inox apresentou crescimento seletivo em BP, sendo estas cocos Gram positivos (100%) com testes positivos de catalase (100%), coagulase (100%) e DNAse (80%). De acordo com as provas fenotípicas, podemos concluir que isolados sugestivos para S. aureus estão presentes no efluente desse laticínio.