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PESQUISA DE Staphylococcus aureus EM QUEIJOS ARTESANAIS DO OESTE DO PARANÁ

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Dentre os produtos derivados do leite, o queijo é considerado um veículo frequente de patógenos de origem alimentar e, em especial os queijos frescos artesanais, por serem na maioria das vezes, elaborados a partir de leite cru. Este fator associado com a falta de medidas higiênico-sanitárias torna a comercialização perigosa. O presente trabalho avaliou 21 amostras de queijos, provenientes da região Oeste do Paraná, no qual foi realizada a contagem de Staphylococcus coagulase positiva, conforme legislação vigente. As amostras foram coletadas no período de julho de 2015 a junho de 2016, e então estas foram conduzidas de forma asséptica, ao Laboratório de Controle Microbiológico de Água, Alimentos e Medicamentos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná-PR. Foram pesados 25 g da amostra e homogeneizados em agua peptonada 0,1%, correspondente a diluição 10-1. A partir desta, foi feita a diluição até 10-3. Foram utilizadas placas de Petri contendo meio Ágar Baird-Parker, onde se inoculou 0,1 mL de cada diluição e o inóculo foi espalhado sobre a placa. Após, as mesmas foram incubadas por 24 a 48 horas a 35-37°C. Posteriormente, selecionaram-se as placas com crescimento de colônias circulares, pretas, pequenas, rodeadas por um halo transparente, características de colônias de Staphylococcus aureus. Após este processo, foram realizadas as seguintes provas bioquímicas para confirmação dos resultados: Coloração de Gram; Teste da Catalase, Teste da Coagulase e Teste da DNAse. Os resultados foram expressos em UFC/g de alimento. Das 21 amostras analisadas, 5 (23,81%) apresentaram contaminação. Os valores encontrados em UFC/g foram os seguintes: 2,7x105; 8,0x10³; 1,5x105; 3,2x105; 1,8x105. Todos os valores incompatíveis com o aceito pela RDC nº 12, de 2001 que expressa valor máximo de 1,0x10³/g. Essa divergência com a legislação demonstra condições higiênico-sanitárias insatisfatórias do produto e evidencia possíveis falhas dos manipuladores durante o processamento do queijo. Estes valores são preocupantes, pois não estão dentro de níveis considerados seguros quanto à produção de enterotoxinas, uma vez que contagens a partir de 105 de micro-organismos/g podem sugerir a presença de substancias enterotoxigênicas. Tendo em vista este resultado, foram emitidos laudos aos produtores e sugestões preventivas, de modo que a qualidade microbiológica dos queijos seja melhorada.