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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, CLÍNICO E TERAPÊUTICO DE PACIENTES COM LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA ATENDIDOS EM HOSPITAL DE LONDRINA: 2010 A 2015.

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A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) é uma zoonose de ampla distribuição no Brasil, considerada uma das seis doenças infecto-parasitárias de maior importância pela Organização Mundial da Saúde, constituindo um grave problema de saúde pública, com registros na maioria dos estados brasileiros. Devido à relevância dessa parasitose, o presente estudo avaliou o perfil epidemiológico, clínico, e terapêutico dos pacientes com LTA atendidos no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina, no período de 2010 a 2015. Foram considerados casos de LTA pacientes com sorologia positiva para a doença. O levantamento dos dados foi realizado por meio da interface ODK Collect, com o auxílio um instrumento composto de cinco blocos: aspectos epidemiológicos, clínicos e terapêuticos. Após a obtenção de dados, os mesmos foram analisados através do programa SPSS versão 22.0. No período estudado foram identificados 124 casos da doença, sendo que 2014 foi o ano com maior incidência, representando 27% do total. Em relação aos aspectos laboratoriais, 22% dos pacientes tiveram sorologia igual a 1:40, porém houve variação nos títulos de 1:20 a 1:1280. Dentre os pacientes acometidos cerca de 60% eram do sexo masculino e 25% moradores de área rural. A mediana da idade foi de 55 anos. Em relação aos aspectos clínicos, 80% dos pacientes apresentaram lesão única, principalmente no nariz (25%) e braços (11%). Já em pacientes com lesões múltiplas, 18% manifestaram lesões nas pernas e 17% nos braços. De todos os pacientes, cerca de 49% apresentaram lesões ulceradas com bordas bem delimitadas, com tamanho variando de 0.5 a 10 cm. No tratamento da LTA, os fármacos mais comumente administrados foram Glucantime (78%) e Anfotericina B (9.6%). A partir dos resultados obtidos, pode-se concluir que a LTA na região analisada afeta principalmente homens, em grande parte moradores de área rural e em idade economicamente ativa. O conhecimento dos aspectos epidemiológicos da LTA na região de Londrina pode direcionar as ações de prevenção e promoção à saúde, por identificar na população quais os grupos mais vulneráveis à doença.