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PERFIL BACTERIANO E MULTIRRESISTÊNCIA EM UMA UNIDADE PEDIÁTRICA: RESULTADOS PRELIMINARES DE UM ESTUDO PROSPECTIVO

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1Graduanda de Enfermagem, Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brasil. 2Residente de Enfermagem, Universidade Estadual de Londrina, ³Estagiária do Laboratório de microbiologia do Hospital Universitário de Londrina, 4Docente de Enfermagem, Universidade Estadual de Londrina *e-mail: [email protected]

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) as infecções estão entre as quatro principais causas de morte e representam um importante desafio para a saúde pública. Diante disto, o consumo de antimicrobianos é elevado e favorece a seleção de microrganismos resistentes. Os microrganismos multirresistentes dificultam o tratamento, aumentam o tempo de internação e elevam as taxas de mortalidade. Identificar a prevalência de infecção por bactérias multirresistentes em crianças hospitalizadas em unidade pediátrica. Trata-se de um estudo de caso, exploratório e prospectivo realizado por meio do acompanhamento das crianças hospitalizadas nos setores pediátricos (enfermaria e unidade de terapia intensiva) do Hospital Universitário de Londrina PR no período de junho a dezembro de 2015. Os critérios de classificação para multirresistência seguiram critérios do Centers for Disease Control and Prevention (2013). Este estudo responde aos objetivos do projeto “Colonização e descolonização por microrganismos multirresistentes do binômio mãe-criança hospitalizado: estudo prospectivo” financiado pelo CNPq. Constituíram a amostra 174 crianças e destas 96 (55%) eram do sexo masculino. A idade variou de 1 a 14 anos e 40% tinham de 1 a 5 anos. O período de internação variou de 24 horas a 71 dias, com média de 12 dias. A maioria das crianças (77%) receberam antimicrobianos ao longo da hospitalização. Durante o período de coleta foram isolados 77 microrganismos nas culturas de material biológico. Entre os isolados bacterianos houve prevalência de Gram-negativos (75,7%), com destaque para Pseudomonas aeruginosa (14,3%). No entanto a multirresistência foi mais frequente entre Gram-positivos (62,5%), tendo como principal representante o Staphylococcus sp (27,3%). Os dados preliminares obtidos mostram elevada frequência no uso de antimicrobianos e multirresistência em Gram-positivos.