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PADRONIZAÇÃO DA ANTISSEPSIA DE PELE PARA COLHEITA DE SANGUE DE CÃES DOADORES

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A contaminação bacteriana relacionada à transfusão de hemocomponentes é uma importante fonte de infecção. Os hemocomponentes podem ser contaminados no momento da flebotomia, e, eventualmente, por bacteremia assintomática presente no doador. A antissepsia é a prevenção da sepse por exclusão, destruição ou inibição do crescimento ou multiplicação de microoorganismos dos tecidos. Os agentes que melhor satisfazem as exigências para aplicação em tecidos vivos são os iodos, a clorexidina, o álcool e o hexaclorofeno. O objetivo deste estudo foi de avaliar o potencial de redução bacteriana proporcionado pela clorexidina degermante 2%, clorexidina alcoólica e álcool 70% e padronizar a antissepsia de pele de cães doadores de sangue do Projeto Vida. Foram avaliados 120 swabs de pele da região da jugular de cães, que foram divididos em seis grupos (G) de acordo com o agente usado para desinfecção associado ou não a tricotomia local: G1 - Grupo sem tricotomia e sem antissepsia, G2 - Grupo clorexidine degermante 2% + clorexidine alcoolico sem tricotomia, G3 – Grupo clorexidine 2% + álcool 70% sem tricotomia, G4 - Grupo com tricotomia e sem antissepsia, G5 - Grupo clorexidine 2% + clorexidine alcoólico com tricotomia, G6 Grupo clorexidine 2% + álcool 70% com tricotomia. A antissepsia foi feita de forma contínua em um único sentido, durante 1,5 minutos para cada antisséptico, totalizando 3 minutos de antissepsia. Os swabs foram cultivados em caldo BHI e posteriormente em Agar sangue e os microorganismos identificados através da presença de crescimento e utilização da lactose em ágar Macconckey, coloração de gram, oxidase e catalase. O uso dos antissépticos mostraram-se eficazes nos grupos com e sem tricotomia não apresentando crescimento bacteriano. Uma vez que, nos grupos controle G1 e G4 (sem antissepsia) houve crescimento bacteriano em todas as amostras, com predomínio de cocos gram positivos com a porcentagem de 85% e 75% respectivamente. Conclui-se que o protocolo de antissepsia realizado neste estudo com e sem tricotomia do pelo, pode ser utilizado com segurança para a colheita de sangue de cães, inclusive daqueles cujos guardiões não autorizem a retirada do pelo.