FORMAÇÃO E CONTROLE DE BIOFILME BACTERIANO EM FLUIDOS DE CORTE DE ORIGEM VEGETAL
Nas indústrias, as tubulações e circuitos de fluido são favoráveis à formação de biofilmes bacterianos, destacando-se as que usam fluido para corte ou usinagem de materiais. A contaminação microbiana leva a indústria a descartar grandes quantidade de fluido de corte gerando perdas financeiras. Para controle do crescimento microbianos as indústrias de usinagem adicionam biocidas sintéticos ao fluido para aumentar o tempo de uso evitando o descarte constante. Sabendo-se que a investigação da formação e controle dos biofilmes pode proporcionar um maior tempo de vida útil do fluido usado nas máquinas de usinagem, objetivou-se nesta pesquisa analisar a formação de biofilme por bactérias presentes em fluido de corte de origem vegetal e posteriormente testar a ação de óleos essenciais de cravo e alfavaca comparando a ação de biocida sintético. Para isso, realizaram-se coletas de amostras em máquina de fresamento na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Cornélio Procópio. No laboratório de Microbiologia da UTFPR – Londrina realizou-se o isolamento e caracterização morfotintorial das bactérias isoladas. Na sequência realizou-se o teste de formação de biofilme para bactérias isoladas e associadas (duplas e trios) em placas de microtitulação. A leitura da formação de biofilme se deu pela densidade óptica a 450nm em aparelho ELISA, permitindo que bactérias e associações fossem classificadas em não formadoras, fracas, moderadas ou fortes formadoras. Na segunda fase do teste, acrescentou-se biocida e óleos essenciais na concentração de 1% para estudo da eficiência na redução da formação de biofilme. Perceberam-se maior crescimento de bactérias Gram-positivas (65%), sendo 40% estafilococos e 41% de bacilos. Todas as bactérias isoladas apresentaram capacidade de formar biofilmes e o biocida foi mais eficiente para redução da formação do biofilme, 83% passaram a ser consideradas não formadoras e 17% fracas formadoras para individuais e duplas e 100% não formadoras em trios. Os óleos essenciais só mostraram eficiência na redução do biofilme para associações em trios. Para redução da formação de biofilme, o biocida sintético se mostrou mais eficiente. Considerando a diversidade de microrganismos no fluido, o óleo essencial pode ser promissor neste controle uma vez que teve bons resultados nas associações em trios.