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EFEITO DA INTERAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE PRATA COM ÓLEO DE CRAVO-DA-ÍNDIA EM Staphylococcus aureus MRSA N315.

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Nos últimos anos, com o surgimento de cepas resistentes aos diversos antimicrobianos, novas alternativas para o controle de infecções tem sido propostas, resultando em melhores efeitos antimicrobianos, diminuição de custos associados ao tratamento dos pacientes, e menores efeitos adversos ao hospedeiro. Diferentes tipos de nanopartículas, como por exemplo, de prata, tem sido estudadas no combate a vários microrganismos causadores de importantes doenças humanas e de outros animais. As propriedades antimicrobianas de amplo espectro da prata incentivam o seu uso em aplicações na área médica, cosmética, ambiental e tecnológica. Outra categoria de compostos que também apresentam atividade antimicrobiana, são os óleos essenciais derivados de especiarias e que contém uma ampla variedade de metabólitos secundários que são capazes de inibir ou diminuir o crescimento de bactérias e fungos. O óleo do cravo-da-Índia apresenta efeitos anti-inflamatório, cicatrizante e analgésico. É comumente utilizado como antimicrobiano e antifúngico, com amplo espectro de ação contra bactérias, fungos e leveduras. O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da ação antimicrobiana das nanopartículas de prata (NPAg) associadas ao óleo de cravo por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) frente a bactéria Staphylococcus aureus MRSA N315. Pelas imagens de MEV podemos observar modificações na morfologia celular de MRSA N315 após três horas de incubação. O tratamento com óleo de cravo e NPAg indicaram alterações, com formação de proeminências na maioria das células, incluindo muitas células deformadas. Algumas perturbações foram visíveis na superfície celular, com muitos fragmentos, indicando dano na superfície da célula, sugerindo processo de degradação do peptidioglicano com consequente deformação celular e inibição do processo de crescimento. A partir dos resultados podemos comprovar a ação do óleo de cravo e NPAg frente à cepa de MRSA, sugerindo como uma possível alternativa para o controle microbiano. Além disso, estudos sobre alterações morfológicas são importantes para ajudarem a elucidar os possíveis mecanismos de ação provocados pelos compostos em estudo.