CONTROLE IN VITRO DE Rhizoctonia solani UTILIZANDO FILTRADOS DE Trichoderma sp.
O fungo Rhizoctonia solani afeta diversas culturas de importância econômica, principalmente nas fases iniciais de seu desenvolvimento. Trichoderma sp. é um fungo muito empregado no controle biológico de fitopatógenos. Muitos trabalhos indicam que esta espécie combate a ocorrência de doenças fúngicas principalmente através da competição com estes organismos e indução de mecanismos de defesa na planta. Entretanto, sabe-se que o mesmo é capaz de produzir compostos voláteis e não voláteis com atividade antibiótica. O presente trabalho visou identificar isolados de Trichoderma sp., provenientes de diferentes locais de isolamento e de produtos disponíveis comercialmente, com potencial de controle in vitro de R. solani através de metabólitos produzidos em meio de cultura líquido. Nove isolados de Trichoderma sp. foram cultivados em meio batata-dextrose (BD) a 25 ± 2 °C e fotoperíodo de 12/12 h por sete dias. Posteriormente, as culturas foram armazenadas a 4ºC por dois dias, e então seu conteúdo foi filtrado e centrifugado por duas vezes a 5000 rpm por 15 min. Para o teste de confronto direto em placas de Petri, discos de 0,5 cm de diâmetro da região de ativo crescimento da colônia de R. solani foram retirados a partir de culturas em meio batata-dextrose-ágar (BDA) e colocados no centro de placas de Petri também contendo meio BDA. Quatro orifícios equidistantes foram abertos ao redor do disco do fungo patogênico (a 3 cm de distância) com auxílio de um furador idêntico ao utilizado para repicagem, formando cavidades para a aplicação dos filtrados (0%, 50%, 75%, 100%). O delineamento utilizado foi o inteiramente atualizado com 5 repetições. As placas foram incubadas a 25 ± 2 °C e fotoperíodo de 12/12 h até as testemunhas atingirem 3 cm de raio de colônia (aprox. 4 dias), quando foi medido o crescimento micelial do patógeno. A maior inibição do patógeno foi exercida pelo isolado A1 na concentração de 75%, que inibiu o crescimento do patógeno em 7%, superando estatisticamente o produto comercial Agrotrich® na mesma concentração (não houve inibição). Conclui-se que alguns dos isolados de Trichoderma sp. testados produzem susbstâncias fungitóxicas que apresentam potencial de controle in vitro de R. solani.