CARACTERIZAÇÃO DE Escherichia coli ISOLADAS DA CORRENTE SANGUINEA, DE PACIENTES DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO, NO PERÍODO DE 2013 A 2015.
Escherichia coli é um importante agente etiológico de infecções da corrente sanguínea, seja comunitária ou hospitalar. Essas infecções geralmente são indicativas de eventos graves, com letalidade atribuída em torno de 35%, prolongamento da internação hospitalar e custos adicionais elevados por sobrevivente. Este trabalho teve o objetivo de avaliar 25 isolados de bacteremia, de pacientes do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina, no período de 2013 a 2015. Os isolados foram previamente identificados pelo sistema de automação Vitek®2 bio Meriéux e estocadas a -4oc até o momento deste estudo. Foi determinada a sensibilidade aos antimicrobianos realizando o teste de disco difusão. A produção de ESBL foi confirmada pelo teste de duplo-disco aproximação e disco combinado. As amostras que apresentaram resistente aos carbapenêmicos foram então caracterizadas genotipicamente por meio da técnica da PCR, utilizando primers específicos para KPC. Destas amostras avaliadas, 19 (76%) se mostraram sensíveis aos β-Lactâmicos, 5 (20%) produtores de β- Lactamase de Espectro Estendido e 1 (4%) foi produtor de carbapenemase do tipo KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase). Foi também realizada a tipagem molecular por ERIC-PCR, mostrando uma grande diversidade genética entre os isolados. Também foi realizado a classificação filogenética dos isolados baseados na presença dos genes chuA e yjaA, sendo os grupos mais frequentes foram: B2 :5(20%), B1:7(28%), E: 4(16%, A: 2(8%), F: 5(20%), desconhecido: 1(4%) e Classe I ou II :1(4%). Foram pesquisados alguns genes que codificam os fatores de virulência como o iutA (aerobactina), 13 (52%); hlyF (hemolisina), 7 (25%); iss ( resistência ao soro) 6 (24%); iroN (recepetor do siderofóro Salmoquelina) 4 (16%) e ompT (protease de membrana externa) 24% (6/25). Estudos realizados em ambientes hospitalares relataram aumento da incidência de E. coli em infecções da corrente sanguínea, principalmente isolados multirresistentes. Conhecer a epidemiologia presente em bacteremias, bem como o perfil de sensibilidade e os principais mecanismos de resistência e virulência, auxiliam na terapia adequada, bem como redução da mortalidade e da disseminação de cepas epidêmicas.