AVALIAÇÃO DA SUSCETIBILIDADE ANTIMICROBIANA DE CEPAS DE Staphylococcus aureus E Pseudomonas aeruginosa ISOLADOS DE COLCHÕES.
As infecções hospitalares atualmente constituem um grave problema de saúde pública e os principais agentes infecciosos são Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. Os colchões são vistos como objetos inanimados que podem servir de depósito para sujidades inorgânicas e/ou orgânicas e para microrganismos. Desse modo, esse trabalho teve o objetivo de avaliar a contaminação microbiológica isolados de colchões de hospitais da região Extremo Oeste de Santa Catarina. As coletas nos hospitais foram por meio de swabs umedecidos em solução fisiológica, os quais foram friccionados sob os 134 colchões e posteriormente, no laboratório de Microbiologia da UNOESC, foram semeados em Ágar Sangue, Sal manitol e Cetrimide. Para a suscetibilidade aos antimicrobianos foi utilizado o método de disco-difusão de acordo com as normas do CLSI (2013). Os resultados demonstraram que não houve contaminação dos colchões por S. aureus e P. aeruginosa, porém, encontraram-se a presença de 128 (média: 7,0 X 103 UFC/cm2) cepas de Staphylococcus sp. coagulase negativo e 4 (média: 3,0 x 104 UFC/cm2) cepas de Enterobacter sp. Além disso, dos 134 colchões contaminados, 117 (87,31%) estavam contaminados depois da desinfecção e 17 (12,68%) antes da desinfecção. O perfil de suscetibilidade demonstrou que 51 (83,60%) das cepas de Staphylococcus sp. coagulase negativa foram resistentes à oxacilina e 57 (93,44%) resistentes para penicilina G, enquanto que para Enterobacter sp. 4 (100%) de cepas resistentes à ampicilina e ao imipenem respectivamente. A contagem total de bactérias heterotróficas demonstrou que no hospital A obteve-se a média de 910 UFC/cm2 e no B obteve-se média de 8,9 x 103 UFC/cm2. Esses resultados permitem concluir que os colchões de hospitais podem conter microrganismos resistentes a antimicrobianos, que consequentemente podem constituir um problema hospitalar.