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AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS ISOLADOS DA MICROBIOTA BUCAL DE PACIENTES IDOSOS HOSPITALIZADOS.

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Staphylococcus aureus pode ser um patógeno potencial e pode ser carreado assintomaticamente na nasofaringe de até 40% dos indivíduos, e provavelmente é partir dai que essa espécie alcança a cavidade oral e conseguinte podendo causar doenças mais graves, como a pneumonia. Esta pesquisa teve por objetivo verificar a colonização de S. aureus na cavidade bucal de idosos hospitalizados (aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Humana da UEPG protocolo nº 1.055.799). As amostras de 35 pacientes foram coletadas do dorso da língua em três diferentes tempos de internamento 0h, 48h e 96h, designados como grupos A, B e C respectivamente. No grupo A todos os 35 pacientes foram analisados, entretanto alguns pacientes foram recebendo alta de tal forma que o grupo B foi composto de 25 e o grupo C de 15 pacientes Após a coleta foi investigada a presença do S. aureus através da semeadura em Ágar manitol e então a prova de coagulase, para confirmar a identificação. As taxas de colonização nos grupos foram semelhantes: 37%, 36% e 40%. O perfil de resistência foi determinado para cada isolado frente a 17 antimicrobianos em cada amostra (A, B e C) e geral, respectivamente: azitromicina 38, 22,50 e 36; ciprofloxacina 0,11,17 e 7; claritromicina 38,11,50 e 32; clindamicina 15,11,33 e 18; cloranfenicol 0,0,0 e 0; doxiciclina 0,0,0 e 0; eritromicina 38,22,50 e 36; gentamicina 8,11,17 e 11; minociclina 0,0,0 e 0; penicilina 83,33,67 e 64; sulfametaxazol-trimetoprim 0,0,0 e 0; tetraciclina 31,0,0 e 14, entre outros. Não foi observada resistência para os antimicrobianos sulfametaxazol-trimetoprim, cloranfenicol, minociclina e doxiciclina. As maiores taxas de resistência geral foram observadas para penicilina (64%), azitromicina (36%) e eritromicina (36%). Quando comparada as taxas de resistência entre as amostras, A=295, B=493 e C=433, observou-se que a resistência aumentou na segunda amostra e permaneceu alta na terceira amostra em relação à primeira. Em relação às taxas de susceptibilidade no grupo A, 10 (59%) dos antimicrobianos testados apresentaram taxas de susceptibilidade ≥ a 90% (resistência ≤ 10%), no grupo B foram 6 (35%) e no grupo C, 4 (24%). Quando a taxa de resistência for ≥ 10% o antimicrobiano não deve ser utilizado empiricamente, neste aspecto observamos que o tempo de hospitalização reduziu o número de antimicrobianos disponíveis com esta finalidade.