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AVALIAÇÃO DA PATOGENICIDADE DE Staphylococcus aureus COM DIFERENTES POTENCIAIS DE FORMAÇÃO DE BIOFILME EM LARVAS DO INSETO Galleria mellonella.

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Staphylococcus aureus compõe a microbiota normal humana, sendo um patógeno oportunista de grande relevância clínica. Este patógeno destaca-se como um dos principais agentes causais de infecções nosocomiais, provocando infecções invasivas com consideráveis taxa de morbi-mortalidade. S. aureus pode expressar múltiplos fatores de virulência, como capacidade de formação de biofilme, a qual pode apresentar implicações na prática clínica, pois permite o estabelecimento microbiano em diversos ambientes, tais como fístulas, cateteres, válvulas cardíacas dentre outras superfícies bióticas ou abióticas. O presente trabalho buscou avaliar a patogenicidade de isolados de S. aureus coletados de efluentes de unidades de saúde, com diferentes potenciais de formação de biofilme (fortemente e moderadamente formadores), utilizando-se Galleria mellonella como modelo experimental. Os isolados estão em estoque a -20°C no Laboratório de Microbiologia da UENP-CCP e tiveram seu potencial de formação de biofilme previamente avaliado. Foram separados dois grupos, representados por quatro isolados, sendo US1, US2, US3, US4 classificados como fortemente formadores de biofilme e US5, US6, US7, US8 moderadamente formadores de biofilme. Para avaliação da patogenicidade, foi utilizada seringa de Halmilton de 10 microlitros, sendo inoculado 10-5células/mL, na última proleg esquerda de cada larva. Cada isolado foi inoculado em um grupo experimental de 10 lagartas. O grupo controle recebeu doses de PBS alternativamente ao inóculo microbiano, visando analisar os possíveis traumas da injeção. O experimento foi avaliado a cada 24 horas por um período de 288 horas, sendo computadas as mortes das larvas de cada grupo. Foram realizadas três repetições do experimento. Todos os isolados avaliados ocasionaram a morte de indivíduos de G. mellonella, contudo houve variação na média de sobrevivência das lagartas. Os isolados US1 e US5 ocasionaram as maiores taxas de mortalidade (p<0,05), enquanto US2 e US8 apresentaram os menores índices de mortalidade (p<0,05). Já os isolados US3, US4, US6 e US7 não diferiram entre si com relação ao índice de mortalidade. Nossos resultados não demonstraram correlação entre o potencial de formação de biofilme e a patogenicidade dos isolados de S. aureus em G. melonella, sugerindo que outros fatores de virulência possam estar envolvidos na patogenicidade.