ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO ÓLEO-DE-CRAVO EM Staphylococcus aureus RESISTENTE À METICILINA.
1Departamento de Microbiologia, Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brasil. 2Departamento de Patologia, Análises Clínicas e Toxicológicas, Hospital Universitário de Londrina, Paraná, Brasil. 3National Institute for Microbial Forensics and Food and Agricultural Biosecurity (NIMFFAB), Oklahoma State University, Oklahoma, United States.
A intensa pressão de seleção decorrente do uso de antimicrobianos de amplo espectro para o controle das infecções induz à evolução e disseminação de microrganismos altamente resistentes. As infecções hospitalares são reconhecidas como um importante problema, pelas consequências graves no desfecho dos pacientes e pelos custos acrescidos na assistência a estes pacientes. A proporção de infecções associadas aos serviços de saúde causados por bactérias patogênicas multirresistentes tem aumentado significativamente nas últimas décadas, e o controle dos pacientes infectados ainda é um desafio, tendo em vista os antimicrobianos disponíveis no mercado. Nos últimos anos, novas alternativas para o controle de infecções tem sido propostas, resultando em melhores efeitos antimicrobianos, diminuição de custos associados ao tratamento dos pacientes, e menores efeitos adversos ao hospedeiro. Uma das alternativas que vem sendo estudada com ação antimicrobiana são os óleos essenciais derivados de especiarias, e que contém uma ampla variedade de metabólitos secundários capazes de inibir ou diminuir o crescimento de bactérias e fungos. O óleo de cravo-da-Índia tem uma ampla gama de aplicações como em perfumarias, aromatizantes, óleos essenciais e na medicina, como anestésico local e anti-séptico. Alguns estudos demonstram que o este óleo possui várias habilidades biológicas, incluindo antimicrobiana, antioxidante, anti-inflamatória, anti-carcinogênica, anti-mutagênica e anti-genotóxica. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito do óleo de cravo-da-Índia em 55 amostras de Staphylococcus aureus meticilina resistente (MRSA) isolados de pacientes do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina, e verificar se alguma das amostras apresentava resistência à este óleo. Para tal, foi realizada a metodologia de concentração inibitória mínima (CIM) com diferentes concentrações do óleo de cravo. Os resultados indicaram que foi inibido o crescimento em todas as amostras de MRSA clínico e a faixa de CIM variou de 0,25% a 2% para o óleo de cravo. A partir dos resultados podemos comprovar a ação do óleo de cravo frente aos isolados de MRSA, sugerindo como uma possível alternativa para o controle microbiano.