A COMBINAÇÃO DE SINVASTATINA COM SULFADIAZINA E PIRIMETAMINA EM BAIXAS CONCENTRAÇÕES INIBIU A PROLIFERAÇÃO DE Toxoplasma gondii (cepa RH) EM CÉLULA HeLa
Toxoplasmose é uma infecção ocasionada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Trata-se de um parasito intracelular obrigatório capaz de infectar células de aves e mamíferos. Devido à dificuldade no tratamento e toxicidade apresentada pelos fármacos convencionais no tratamento, outros compostos vêm sendo pesquisados como tratamento alternativo para esta infecção, destacando-se entre eles as estatinas, especialmente a sinvastatina. Diante disso, o objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da sinvastatina isolada ou em associação com sulfadiazina e pirimetamina frente à infecção pela cepa RH de T. gondii em células HeLa. Células HeLa (1×105) foram dispostas em placas de 24 poços sobre lamínulas redondas e levados à estufa a 37C e 5% de CO2. Após 24 horas as células foram infectadas com taquizoítas de T. gondii (5 x 105). Em seguida, as células infectadas foram tratadas com sinvastatina (3,1 g/ml) isoladamente ou em associação com pirimetamina (8g/ml) e sulfadiazina (16g/ml). Após a fixação e coloração, foram quantificadas 200 células para o índice de infecção e proliferação intracelular. A estatística foi realizada por análise de variância (One Way ANOVA) e pós-teste de Bonferroni, (*p 0,05). Em relação ao número de células infectadas e proliferação intracelular todos os tratamentos promoveram redução significativa, tanto sinvastatina (3.1µg/mL) isolada quanto associada com pirimetamina (8µg/mL) + sulfadiazina (16µg/mL), se comparados ao controle negativo (células infectadas e tratada somente com meio RPMI) (P=0,0001). Além disso, a proliferação intracelular de parasitos foi significativamente menor se comparado ao controle positivo, quando as células foram tratadas com a associação de sinvastatina (3.1µg/mL) + pirimetamina (8µg/mL) + sulfadiazina (16µg/mL), reduzindo 71% da proliferação intracelular (P=0,001). Conclui-se que a sinvastatina associada à sulfadiazina e pirimetamina em baixas concentrações apresentaram efeito antiproliferativo sobre formas taquizoítas de T. gondii demonstrando resultados promissores como composto alternativo no tratamento da toxoplasmose.