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Dados da FIOCRUZ mostram que apenas 38% das crianças angolanas recebem aleitamento materno exclusivo ate completar seis meses de idade. Um outro estudo realizado com 230 crianças angolanas identificou que 93% receberam alimentos como o angu, curau, água e refrescos regionais antes de completarem dois meses, revelando assim alta taxa da introdução precoce da alimentação complementar no país.
Objetivos
Revisar na literatura sobre a introdução precoce da alimentação complementar, fatores associados e suas repercussões sobre o estado nutricional de crianças angolanas.
Metodologia
Para a produção da presente revisão descritiva e integrativa, foram utilizadas informações encontradas nas bases de dados PUBMED, SciELO, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Google Acadêmico com os seguintes descritores: Alimentação complementar, Alimentação precoce, Introdução alimentar, Angola e desnutrição infantil. Esses descritores foram empregados em diferentes combinações. Foram elegíveis para o estudo os artigos, trabalhos e documentos certificando a existência de consequências do desmame precoce bem como da introdução alimentar precoce, possuindo, portanto, informações seguras. Artigos não disponibilizados na íntegra ou sem embasamento científico não foram elegíveis.
Resultados
É evidente que a introdução alimentar precoce é comum em crianças angolanas, sendo os principais motivos a necessidade da mãe retornar ao emprego, choro constante do bebê, falta de leite materno, influência familiar e por julgar oportuno. O desmame e a introdução de alimentação complementar precoce levam a desnutrição e consequentemente a morbidade infantil, devido ao provável consumo de alimentos nutricionalmente inadequados e/ou contaminados. O alimento contaminados leva a diarreia, comprometendo assim o sistema imunológico. O lactente desnutrido torna-se mais susceptível a adquirir outras enfermidades, estabelecendo-se um ciclo de desnutrição e infecção que aumenta a mortalidade infantil.
Conclusões/Considerações
Dado o seu impacto, combater a introdução precoce da alimentação complementar contribuir para redução do risco nutricional infantil e morbidades associadas. Além disso, o aleitamento materno esta comprovadamente associado a menores taxas de mortalidade infantil, diarreia, infecções, risco de alergias, melhora da nutrição, promoção do desenvolvimento da cavidade bucal, proteção da mãe contra o câncer de mama, além de ter menor custo financeiro.
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