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Atividade com graduandos da saúde desde 2021, com participação de aproximadamente 1000 alunos.
Objeto da experiência
Criticizar com alunos os alicerces das políticas de saúde a partir de uma perspectiva colonial, na qual o eurocentrismo propõe um sujeito universal.
Objetivos
Atento para o cenário social e impactado pelo aumento de práticas preconceituosas e de segregação no ambiente universitário, visibilizamos esse processo de exclusão real e simbólico. Debatemos o conceito de interseccionalidade como ferramenta metodológica e analítica para acadêmicos de saúde.
Metodologia
Apresentamos aos alunos graduandos nos cursos de saúde de uma universidade privada do nordeste brasileiro, como parte do módulo Saúde e Sociedade, vídeos, obtidos a partir de uma curadoria, como disparador para discutir marcadores de raça, gênero, intolerância religiosa, capacitismo, heteronormatividade, ageismo, etc. e sua articulação com a prática da saúde.
Resultados
A apresentação dos vídeos possibilita aos alunos questionar sua percepção do mundo e das normatizações estabelecidas para corpos sociais e articular de que forma a formação em saúde, as práticas e condicionalidades podem interferir nos processos de cuidado.
Análise Crítica
O entendimento do homem como um ser social e a construção de um conceito ampliado de saúde deve ser contextualizado. As ciências sociais, alinhadas com uma perspectiva interseccional, assumem um papel fundamental para o modo como os conceitos de diversidade mediam modos de subjetivação. Esta análise, por vezes é negligenciada na formação em saúde, a não percepção dos privilégios e como a sociedade articula processos de normalização, enquadramento e desqualificação de certas existências.
Conclusões e/ou Recomendações
A inclusão da temática da diversidade, diferença e desigualdade na formação de profissionais da saúde é fundamental para que possamos romper com os modos de subjetivação postos e permite que os alunos possam assumir posturas de enfrentamento e criticidade, não somente um contexto de respeito, mas a analise de contextos e praticas em saúde para a consolidação de uma sociedade mais justa e igualitária.
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