PRODUÇÃO CIENTÍFICA NACIONAL SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA DE 2013 A 2022. O QUE TEM SIDO PUBLICADO EM PERIÓDICOS NACIONAIS?

Vol 2, 2022 - 163024
Relato de Pesquisa
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Resumo

A prescrição farmacêutica foi regulamentada pelo Conselho Federal de Farmácia, no ano de 2013, por meio das resoluções CFF 585/13 e CFF 586/13. Elas indicam que a prescrição é uma atribuição clínica do farmacêutico e definem as possibilidades e os limites da prática. A regulação acompanha a tendência internacional de maior integração da área farmacêutica com as demais categorias profissionais da saúde.

Objetivos

Este trabalho tem como objetivo verificar o panorama nacional de publicações científicas, no formato de artigos originais, sobre experiências ou pesquisas sobre a prescrição farmacêutica, após a regulamentação da prática no Brasil.

Metodologia

Foram buscados estudos no formato artigo e disponíveis em textos completos, publicados no período de 2013 a 2022. A busca ocorreu por meio das bases da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scielo e do Google Acadêmico. A busca de artigos científicos usou as combinações: Prescrição AND Farmacêutic* (BVS e Scielo) e “prescrição farmacêutica” no Google Acadêmico. Foram selecionados aqueles cujo resultados estavam relacionados ao Brasil e em língua portuguesa, já que a intenção foi explorar o contexto de publicações sobre a atividade por farmacêuticos brasileiros e no idioma mais acessível para os mesmos. Foram selecionados apenas os artigos que estavam de acordo com a temática trabalhada.

Resultados

A busca exibiu 274 artigos na BVS, 83 no Scielo e 664 no Google Acadêmico. Ao fim, foram selecionados de cada base de dados o seguinte quantitativo: BVS (0 artigos), Scielo (1 artigo) e Google Acadêmico (10 artigos). A análise dos trabalhos revelou uma produção precária sobre o assunto. Além da baixa quantidade de material publicado, os artigos estão todos em periódicos de baixa qualificação Qualis Capes, sendo 90% no extrato C para farmácia ou saúde coletiva, ou mesmo nem possuindo classificação. Portanto, são materiais de baixo impacto científico. Os artigos usualmente apresentaram falhas metodológicas, inconsistência de alcance de objetivos e discussão superficial sobre o tema.

Conclusões/Considerações

O que este estudo revela é uma produção científica incipiente sobre o tema. Esse cenário impede uma análise da adesão da prescrição farmacêutica e dificulta a promoção de um debate adequado sobre a prescrição farmacêutica junto a farmacêuticos, profissionais da saúde e gestores do SUS e sociedade civil. Estudos, então, devem ser desenvolvidos para compreender quais as particularidades envolvidas no exercício da prescrição farmacêutica.

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