PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA ATENÇÃO OBSTÉTRICA: SCOPING REVIEW

Vol 2, 2022 - 162893
Relato de Pesquisa
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Resumo

O aumento da morte materna, violência obstétrica e medicalização no ciclo gravídico-puerperal, no Brasil, são alarmantes. O uso de práticas integrativas e complementares (PIC) e outras abordagens não farmacológicas no cuidado às mulheres na atenção obstétrica objetiva resgatar saberes capazes de produzir o cuidado integral e a humanização no acompanhamento de gestantes, parturientes e puérperas.

Objetivos

Apontar, segundo a literatura científica, PIC e outras abordagens terapêuticas não farmacológicas, presentes ou não na Política Nacional de PIC (PNPIC), no cuidado às mulheres durante o ciclo gravídico-puerperal, no Sistema Único de Saúde (SUS).

Metodologia

Trata-se de uma revisão de escopo realizada a partir da questão norteadora: “Como se dá a oferta de PIC no cuidado de mulheres no ciclo gravídico puerperal no contexto do SUS, considerando também o contexto da pandemia COVID-19?” Este estudo apresenta os dados parciais acerca das PIC e abordagens não farmacológicas utilizadas na atenção obstétrica no SUS. A busca foi realizada nas bases de dados LILACS, The Cochrane Library, CINAHL, Academic Search Premier, PubMed e MOSAICO, até maio de 2022 através da estratégia PCC (Population, Concept, Context), com inclusão de estudos publicados em português, inglês e espanhol, abordagem quantitativa e qualitativa, sem limitação de ano de publicação.

Resultados

Dos 1906 estudos encontrados na busca inicial, 73 foram lidos na íntegra e 25 foram selecionados. Estes foram publicados no período de 2003 a 2021, sendo 96% dos estudos realizados no Brasil. Dos 25 estudos elegidos, 14 (56%) abordam PIC presentes na PNPIC, sete (28%) trazem PIC e outras abordagens para além da PNPIC e quatro (16%) apresentam exclusivamente abordagens não farmacológicas que não estão na PNPIC. As abordagens mais utilizadas foram: Hidroterapia (19%), Musicoterapia (10%), Auriculoterapia (8%), bola suíça (8%), yoga, aromaterapia, massagem e oficinas de chás (6%). Essas abordagens corroboram a humanização e a integralidade da atenção à mulher no ciclo gravídico-puerperal.

Conclusões/Considerações

Esta revisão de escopo mostra que as PIC se configuram em uma importante estratégia de cuidado às mulheres no ciclo gravídico-puerperal, bem como outras abordagens não farmacológicas não contempladas na PNPIC cujo impacto no cuidado também é significativo. O uso dessa variedade de práticas mostra sua relevância e consonância com políticas públicas voltadas para um modelo de cuidado integral, qualificando a atenção obstétrica no contexto do SUS.

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