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O presente estudo, realizado no âmbito da Pesquisa Nacional sobre Cobertura Vacinal, seus múltiplos determinantes e as ações de imunização nos territórios municipais brasileiros, apresenta o cenário da política de imunização no país, bem como os principais desafios a ela impostos. Para tanto, investigou-se os determinantes da queda da cobertura vacinal no país, com ênfase no fenômeno da hesitação.
Objetivos
Este trabalho buscou apreender as percepções dos diferentes atores envolvidos nas ações de imunização, considerando os fatores associados à queda da cobertura vacinal e aos componentes da hesitação.
Metodologia
Foram realizadas entrevistas em profundidade, grupos focais e pesquisa deliberativa por meio de Diálogos online (DOL). Participaram da pesquisa gestores federais, coordenadores estaduais e especialistas em imunização, gestores e secretários municipais de saúde, responsáveis pela imunização nos municípios, rede de apoiadores COSEMS/CONASEMS, profissionais de saúde e população adulta. As entrevistas e grupos focais foram realizados a partir de um roteiro de perguntas, atinentes às áreas de atuação dos entrevistados e focados no diagnóstico dos desafios às ações de imunização. Os DOL foram direcionados à discussão de estratégias de enfrentamento aos desafios a priori identificados.
Resultados
Em síntese, observou-se o reconhecimento, por parte dos participantes da pesquisa, em relação à contribuição do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para o controle do cenário epidemiológico do país. Por outro lado, o insuficiente fortalecimento do complexo industrial da saúde, em especial no que se refere à produção de imunobiológicos, foi apontado como um gargalo dentro da política. No cômputo geral o que se faz notar é a heterogeneidade das realidades locais, havendo relatos de municípios com infraestrutura adequada e outros com equipamentos sucateados e instalações precárias, além de grande assimetria em relação a Recursos Humanos, armazenamento e distribuição de imunizantes.
Conclusões/Considerações
A complexidade do território brasileiro, com realidades desiguais e distintas, são os fatores mais notáveis encontrados neste estudo. Estas assimetrias foram mais evidentes nos municípios de pequeno porte e em áreas remotas, em especial na região Norte. Por outro lado, crises de desabastecimento, problemas relacionados ao registro de doses e hesitação vacinal, são uma realidade em todo o país, se tornando objeto central da análise pretendida.
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