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A violência institucional na gestação está presente quando as redes de atenção, em especial a atenção básica (AB) e atenção especializada (AE) não garantem o acesso das gestantes, ocorre peregrinações na busca por atendimento, aos exames, medicamentos e outros. A presente pesquisa trata de um recorte da tese de doutorado da primeira autora sobre violência institucional na gravidez de alto risco.
Objetivos
Conhecer a percepção dos profissionais de saúde e gestores sobre violência institucional na gestação de alto risco.
Metodologia
Pesquisa de abordagem qualitativa realizada em unidades básicas de saúde das seis regionais de saúde, localizadas em Fortaleza-CE. Os sujeitos participantes foram 18 profissionais de saúde (médicos e enfermeiras). Realizou-se entrevista semiestruturada como técnica de coleta, tendo questões norteadoras acerca da percepção dos profissionais de saúde e gestores sobre a violência institucional na gestação. A discussão dos dados foi realizada por meio da análise temática, utilizou-se as três etapas, a saber: pré-análise, exploração do material, tratamento dos resultados - inferência e interpretação. As entrevistas aconteceram no ano de 2017, após aprovação do comitê de ética.
Resultados
Revelou deficiência no conhecimento sobre violência institucional a mulher na gestação por parte dos profissionais de saúde e gestores, conforme alguns discursos abaixo: [...] para mim é aquela mulher que está lá na maternidade, que escuta uma piada, que não quer ter o parto normal, mas tem que ter o normal ou o contrário.. (G 8). [...] nunca ouvi falar nesse tipo de violência, somente agora com você (G 3 ) [...] não sei se é violência, elas dizem que não tem vaga... já veio paciente com HIV positivo, com resultado com três meses atrás, e sem tratamento (T18). [...] A falta de medicamentos, exames, vagas para o pré-natal de alto risco... O Estado, tem que garantir esse acesso (T7).
Conclusões/Considerações
A pesquisou revelou que a violência institucional está presente nas Redes de AB e AE, que existe deficiência no conhecimento por parte de profissionais de saúde e gestores em relação a essa temática. A pesquisa demonstra a complexidade vivenciada pelas gestantes, trazendo a necessidade de reorganização e integração das redes de AB e AE do município estudado, para garantir acesso com qualidade a mulher na gestação e desnaturalização do problema.
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